Ao criar esta nossa página pensei em publicar algumas dicas, artigos e textos sobre a - pintura - que, além da principal razão da existência deste espaço virtual, tem nos proporcionado deliciosos momentos através do ato de pintar em nosso espaço real.

A proposta não é aprofundar o assunto, mas mostrar de forma dinâmica algumas curiosidades, informações e referências no intuito de provocar reflexões.


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Seis Pintores Impressionistas

Vincent Van Gogh (Groot-Zundert, 1853 - Auvers-sur-Oise, 1890)
Auto Retrato. Pintado em 1887.

Viveu em luta permanente contra a loucura, a pobreza e o alcoolismo. Contra uma sociedade que exclui o artista e rejeita seu trabalho. Deixou mais de oitocentas telas, embora tenha pintado apenas durante os dez últimos anos de sua vida. E nunca conseguiu vender alguma. Essencialmente autodidata, embora tenha estudado um pouco de anatomia e perspectiva, na Académie Royale des Beaux-Arts de Bruxelles (Academia Real de Belas Artes de Bruxelas). Absorveu as influencias do Impressionismo e radicalizou o uso da cor. Pintou com fervor, com desespero e paixão. Suas telas, hoje valiosíssimas, sempre surpreendem e emocionam.

A Ponte em Langlois (1888)
A placidez do tema e a suavidade dos tons azuis do céu e do rio contrastam fortemente com a intensidade do amarelo e do alaranjado das margens e das árvores. Nesta tela, Van Gogh usou seis cores: apenas na ponte e no grupo das lavadeiras incluiu o preto e o branco. A cena é luminosa, viva, ao mesmo tempo repleta de tranqüilidade e de energia.


August Renoir (Limoges, 1841 - Cagnes-sur-Mer, 1919)
Auto retrato pintado em 1910

Viveu muito, e alegremente. Sua obra celebra a vida, os prazeres, a beleza feminina, o valor da amizade e da camaradagem. As paisagens são claras, luminosas; os retratos de mulheres mostram formas generosas, arredondadas, sempre em cores quentes. Na juventude, Renoir foi pintor de porcelanas. Durante toda a vida guardou o rigor e a técnica do artesão. Desse encontro entre a precisão, a alegria e a sensibilidade resultaram telas encantadoras, repletas de vivacidade e leveza. Em 1903, com o agravamento da artrite, sentindo cada vez mais dificuldades para segurar os pincéis acabou tendo que amarrá-los às mãos. Apesar das graves limitações físicas, Renoir continuou trabalhando até o último dia de sua vida.

O Barco a Remo (c. 1879)
Pintado em Asnières, em pleno verão, este quadro reproduz o calor, a tranqüilidade e o descompromisso do passeio de duas jovens. Renoir explorou aqui os efeitos da claridade sobre a água e o contraste entre cores fortes e vivas. A paisagem é vibrante, completada pela fumaça de um trem que passa ao longe.


Henri de Toulouse-Lautrec (Albi, 1864 - Malromé, 1901)
Toulouse-Lautrec por Giovanni Boldine

Nasceu numa antiga família da aristocracia francesa. Mas passou a maior parte de sua vida nos cabarés e bordéis de Paris. Onde buscou inspiração para suas obras. Primeiro artista a perceber a importância da publicidade, desenhou cartazes e capas de programas que aproximaram a arte comercial da pintura ''séria''. A vida de Lautrec foi breve e dramática, mas sua pintura é luminosa, intensa, cheia de ação e vitalidade.

A Cãs da Rue des Moulins (1894)
Lânguidas e descontraídas sem seus trajes sumários, as prostitutas esperam seus clientes. A dona da casa, severa, apenas as fiscaliza. Este quadro resume as características da obra de Lautrec: há um sutil toque de humor, que conduz seu desenho quase à caricatura. Mas há também ternura e compreensão - as modelos são retratadas com altivez e dignidade.


Edgar Degas (Paris, 1834-1917)
Auto retrato
Fez parte do grupo de ponta do Impressionismo. Influenciado pela arte japonesa e pela fotografia, foi um dos maiores desenhistas de sua geração. Retratou mulheres comuns, em situações cotidianas - lavando os cabelos, passando roupas - e tornou-se conhecido por suas bailarinas, tema que lhe permitiu aprofundar suas pesquisas sobre o movimento e o espaço, a luz e a sombra. Essas pesquisas levaram-no, mais tarde, à escultura. Suas bailarinas em bronze surpreendem pela perfeição e pelo realismo.

O Ensaio (1877)
O centro do quadro está quase vazio; as cores são sóbrias. No entanto, tudo é movimento, fluidez, dinamismo. Nesta tela evidencia-se o traço rápido do pintor, que apreende o momento fixando detalhes sutis: uma menina desce as escadas, outra arruma o vestido, enquanto o grupo dança sob o olhar atento do professor.


Claude Monet (Paris, 1840 - Giverny, 1926)
Auto retrato
Talvez tenha sido o primeiro pintor a rejeitar totalmente a arte dos museus. Sua obra é a mais perfeita expressão do ideal impressionista; o próprio nome do movimento deriva de um quadro seu. Monet pintava sempre ao ar livre, muitas vezes a mesma paisagem, para apreender as múltiplas variações das cores sob a luz solar, para registrar com perfeição os efeitos fugazes, impressões fugidias.


A estação de Saint-Lazare (1877)
Quando pintou este quadro, Monet não pretendia retratar detalhadamente a estação de trens nem mostrá-la como um lugar em que as pessoas se encontram ou partem. Seu interesse foi, antes de tudo, captar sua atmosfera, apreender a luminosidade mágica que atravessa o telhado de vidro, misturando-se ao vapor e à fumaça. No centro do quadro, a locomotiva quase se dilui numa névoa de cores e tons.


Édouard Manet (Paris, 1832-1883) jamais se considerou um revolucionário. Tefé uma formação acadêmica e procurava seguir os velhos mestres. No entanto, deixou uma das obras mais originais do século XIX e influenciou toda uma geração de grandes pintores. Retratou cenas urbanas e pouco convencionais, explorando os contrastes entre luz e sombra. Embora admirado por vários discípulos, foi incompreendido pela crítica - seus nus causaram escândalo e revolta. Só obteve reconhecimento oficial no fim da vida.

O Bar do Folies-Bergère (1882)
A extraordinária riqueza de detalhes deste quadro evidência o absoluto domínio técnico do pintor. No salão luminoso, os cristais brilham. Mas essa atmosfera de festa contrasta fortemente com a expressão melancólica da jovem. Muitos vêm aí um pouco da melancolia do próprio Manet, já doente quanto pintou esta obra-prima. Morreu pouco depois.


Créditos das fontes:
Fotos: Internet
Textos: Grandes Momentos da Arte - Suplemento Especial - Círculo do Livro


 

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